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NOSSO ESTATUTO

ESTATUTO DA PRIMEIRA IGREJA
BATISTA UCRANIANA DE SÃO PAULO

CAPÍTULO 1
DO NOME, NATUREZA, SEDE E FINS

Art. 1°- A PRIMEIRA IGREJA BATISTA UCRANIANA DE SÃO PAULO, neste estatuto chamada de IGREJA é uma Sociedade Civil Religiosa, sem fins lucrativos, organizada no dia 29 de outubro de 1955, por tempo indeterminado e número ilimitado de membros.

 

Art. 2°- A PRIMEIRA IGREJA BATISTA UCRANIANA DE SÃO PAULO tem sua sede própria na Rua São Francisco de Assis, 107, Bairro Santa Maria - Cidade de São Caetano do Sul - Estado de São Paulo.

Art. 3°- A PRIMEIRA IGREJA BATISTA UCRANIANA DE SÃO PAULO, doravante, neste estatuto, denominada IGREJA, tem por finalidade expandir o Evangelho de Jesus Cristo, praticar beneficência, bem como, reunir-se para cultuar a Deus, estudar a Bíblia Sagrada e tratar de todos os assuntos atinentes às suas finalidades.

Art. 4°- A IGREJA é soberana em suas decisões e não está subordinada a qualquer outra igreja ou entidade, antes reconhece apenas a autoridade de Jesus Cristo por sua vontade exarada nas Sagradas Escrituras, respeitando a Constituição Federal, bem como as demais leis vigentes em nosso País.

Parágrafo único: A IGREJA aceita como fiel interpretação das Escrituras Sagradas a Declaração de Fé das Igrejas Batistas do Brasil.

 

Art. 5°- A IGREJA relaciona-se. para fins de cooperação, com as demais igrejas integradas na Convenção Batista Brasileira do Estado de São Paulo.

Art. 6°- A IGREJA visando o desenvolvimento do Reino de Deus poderá promover a criação de instituições sociais, educacionais, religiosas e veículo de comunicações.

CAPÍTULO 2

DA COMPOSIÇÃO E ADMISSÃO DE MEMBROS

 

Art. 7°- A IGREJA compõe-se de pessoas que aceitam voluntariamente as suas doutrinas e disciplinas, sem distinção de sexo, cor ou nacionalidade, por ela recebidos em Assembleia Ordinária.

 

Parágrafo único: Perderá a condição de membro aquele que solicitar ou que a IGREJA decidir exclui-lo de seu rol de membros, em Assembleia Ordinária.

 

Art. 8°- A admissão de pessoas em seu rol de membros dará voluntariamente, desde que obedecidas as normas estabelecidas pela IGREJA.

Parágrafo único: A IGREJA estabelece como forma indispensável de admissão em seu rol de membros a Confissão de Fé Pública perante a IGREJA, declarando que aceitou Jesus Cristo como o seu Salvador pessoal, mediante uma das seguintes formas:

 

I    - Por Profissão de Fé e Batismo.
II   - Por carta de transferência de uma outra IGREJA a mesma fé e ordem.
III  - Por aclamação, acompanhada de Profissão de Fé.
VI - Reconciliação.
IV - Por declaração, em caso de extinção de outra IGREJA de mesma fé e ordem.

Art. 9°- O menor de 17 anos de idade, que queira tornar-se membro da IGREJA por meio de Profissão de Fé e Batismo, será requerido de seus pais ou responsável legal uma autorização por escrito, respeitando a norma do artigo 5 do Código Civil Brasileiro.

Art. 10°- A IGREJA reserva-se o direito de solicitar dos candidatos a Batismo, documentos que provem seu estado civil, bem como, rejeitar o ingresso em seu rol de membros daqueles cujo modo de vida contradiga os ensinos do Novo Testamento.

CAPÍTULO 3

DAS OBRIGAÇÕES, DOS DIREITOS E DISCIPLINAS DOS MEMBROS

Art. 11°- O membro da IGREJA tem o dever de contribuir com os seus dízimos e ofertas para o sustento da mesma, de toda obra relacionada e desenvolvida por ela.

Art. 12°- Além das obrigações constante no artigo anterior, são obrigações de todos os membros da IGREJA:

I    - Viver segundo os padrões contidos na Bíblia Sagrada. 
II   - Ter uma vida que demonstre ser uma nova criatura.
III  - Não usar escândalos dentro ou fora da IGREJA.
IV - Contribuir para o crescimento da IGREJA, tanto espiritual como numericamente.
V  - Zelar pela comunhão da IGREJA.
VI - Estar sempre presente nas atividades da IGREJA.

Art. 13°- O membro da IGREJA tem o direito de participar de todas as atividades que a IGREJA venha a promover dentro ou fora da sua sede.

Art. 14°- Além do direto descrito no artigo anterior, constituem direito de todos os membros da IGREJA:

I    -    Participar das Assembleias da IGREJA.
II   -    Votar e ser votado, desde que possua a maioridade civil
III  -    Discutir todos os assuntos que estejam na pauta do dia da assembleia vigente.

Parágrafo único: Os menores de 17 anos de idade, membros da IGREJA, só poderão votar e serem votados nas Assembleias, desde que:

 

  1. Sejam emancipados.

  2. Comprovem e possuir economia própria,

 

Art. 15°- A disciplina, ou seja, a exclusão do membro da IGREJA se dará em Assembleia, obedecendo-se os seguintes critérios:

I    -    Que seja comprovado que o membro transgrediu o dispositivo constante nos incisos do artigo 12.
II   -    Por ausência nos cultos e reuniões da IGREJA por seis meses consecutivos, excluindo-se os casos de enfermidade, viagem ou de outros motivos justificáveis.

III -           Desvio doutrinário.
IV -    Por questões morais.
V  -    Por discórdia entre os membros da IGREJA.
VI -    Por desrespeitar ao pastor da IGREJA, bem como por agressões, que sejam físicas ou verbais a qualquer membro da IGREJA,

Art. 16º - É assegurado ao membro amplo direito de defesa, a ser exercido perante a Assembleia em que o mesmo estiver sendo julgado.

Parágrafo único: O direito de voto e defesa do membro da IGREJA é pessoal e intransferível. É vedado aos membros da IGREJA transferirem ou outorgarem o seu direito de voto ou defesa a outra pessoa, com o intuito de representa-lo nas Assembleias da IGREJA ou nas questões relacionadas com a mesma.

 

CAPÍTULO 4

DA ADMINISTRAÇÃO E REPRESENTAÇÃO

Art. 17º - A administração da IGREJA será exercida por uma diretoria composta de: um presidente, de um primeiro e segundo vice-presidente, de um primeiro e segundo secretario; de um primeiro e segundo tesoureiro, que não sendo renumerados pelo exercício destas funções.

Parágrafo 1º - O presidente, sempre será o Pastor da IGREJA, terá mandato por tempo indeterminado, enquanto bem servir a critério da IGREJA. Os demais membros da diretoria terão mandato de um ano, podendo ser reeleitos.

 

Parágrafo 2º - Compete ao presidente:

  1. Convocar e dirigir todas as Assembleias da IGREJA.

  2. Representar a IGREJA, ativa, passiva, judicial e extrajudicialmente.

  3. Assinar, conjuntamente com o primeiro secretário, escrituras de compra e venda, hipotecas e outras, sempre mediante autorização prévia da IGREJA, nos termos deste Estatuto.

  4. Assinar as atas da IGREJA, juntamente com o primeiro secretário.

  5. Exercer o voto de desempate nas votações durante a Assembleia da IGREJA.

 

Parágrafo 3º - Compete ao primeiro vice-presidente substituir o presidente em seus eventuais impedimentos.

 

Parágrafo 4º - Compete ao segundo vice-presidente substituir o presidente e o primeiro vice-presidente em seus eventuais impedimentos.

 

Parágrafo 5º - Compete ao primeiro secretário:

  1. Redigir, lavrar em instrumento próprio, apresentar e assinar as atas das Assembleias da IGREJA

  2. Todas as demais atribuições inerentes ao cargo.

 

Parágrafo 6º - Compete ao segundo secretario auxiliar o primeiro secretário e substituí-lo em seus impedimentos eventuais.

 

Parágrafo 7º - Compete ao primeiro tesoureiro:

  1. Receber e guardar os valores da IGREJA, efetuar os pagamentos por ela determinados, de tudo dando relatório a IGREJA.

  2. Abrir, juntamente com o presidente, movimentar e liquidar contas em banco, em nome da IGREJA, quando autorizado.

 

Parágrafo 8º - Compete ao segundo tesoureiro auxiliar o primeiro tesoureiro em suas funções e substitui-lo em seus eventuais impedimentos.

 

Art. 18º - A orientação espiritual da IGREJA, bem como, a direção dos atos de cultos caberá, exclusivamente ao Pastor, que será eleito pela IGREJA por tempo indeterminado, conforme o parágrafo 1 do artigo 17 desse estatuto.

 

Parágrafo único: O Pastor da IGREJA recebe sustento pastoral pelo exercício deste ministério.

 

CAPÍTULO 5
DAS ASSEMBLEIAS

 

Art. 19º - Para tratar dos assuntos que interessam à sua vida e administração, a IGREJA se reunirá mensalmente, em Assembleia ordinária e eventualmente, em Assembleia extraordinária, quando a natureza dos assuntos a serem tratados o exigir, sendo assembleia o poder máximo da IGREJA.

 

Parágrafo 1º   - Todas as Assembleias, para que sejam válidas, tem de ser realizadas na sede da IGREJA.

 

Parágrafo 2º   - As Assembleias Ordinárias serão realizadas em datas e condições estabelecidas pela IGREJA.

 

Parágrafo 3º   - As Assembleias Extraordinárias serão convocadas pelo Presidente, com antecedência mínima de quinze dias, devendo constar da convocação os assuntos a serem tratados.

 

Parágrafo 4º   - Na falta do Presidente, a Assembleia será convocada pelo vice-presidente, conforme parágrafo 2, (línea) do artigo 17 combinado com o artigo 18 deste Estatuto.

 

Parágrafo 5º   - O quórum para as Assembleias Ordinárias e Extraordinárias, em primeira convocação, será de um terço dos membros da IGREJA, que tenham alcançado a sua maioridade civil, e em segunda convocação 10 minutos depois, o quórum exigido será de um quarto, sendo válidas as decisões aprovadas por dois terços dos membros presentes.

 

Parágrafo 6º   - Uma Assembleia Extraordinária também poderá ser pedida a sua convocação ao Presidente por um quinto de seus membros com capacidade de votar, mediante encaminhamento do pedido por escrito e assinado pelos convocantes mencionando o assunto ao Presidente, respeitando o parágrafo 3 deste artigo.

 

Art. 20º - A IGREJA terá sua Assembleia Geral sempre no 4° domingo do mês de março de cada ano, com a seguinte finalidade:


I    - Eleger sua diretoria para o ano seguinte conforme o artigo 17, parágrafo 1.
II   - Aprovar o balancete atual.
III  - Alterar alguns artigos deste Estatuto, se houver necessidade, exceto os constantes nos artigos 1, 3, 4, 37 e parágrafo único, 38 e 1 e 2 parágrafos.
IV - Reforma atos consultivos.

 

Parágrafo único: A convocação da Assembleia Geral se dará por Edital, 30 dias antes da realização da mesma.
 

Art. 21º - Os seguintes assuntos só poderão ser tratados em Assembleia Extraordinária:
 

I    - Eleição e destituição do Pastor.
II   - Aquisição, oneração ou alienação de bens patrimoniais.
III  - Apreciar recursos de membro, que tenha se sentido prejudicado em Assembleia que o afastou do rol de membros da IGREJA.
IV - Dissolução da IGREJA, como Sociedade Civil Religiosa.

 

Art. 22º -  O Pastor da IGREJA será automaticamente exonerado nos seguintes casos:
 

I    - Conduta moral que o desabone.
II   - Abuso de autoridade.
III  - Desvio doutrinário.
IV - Mal cuidado dos bens da IGREJA.

 

Parágrafo único: A eleição ou demissão do Pastor da IGREJA será realizada por escrutínio secreto, obedecendo a decisão acordada pelos presentes antes da votação.


Art. 23º - Os diretores dos Departamentos da IGREJA e demais oficiais serão eleitos na penúltima Assembleia Ordinária do ano.


Parágrafo único: A posse da Diretoria da IGREJA, bem como, dos líderes e oficiais de Departamentos será sempre no 1° domingo do mês de abril em ano eclesiástico.


CAPÍTULO 6
DO CONSELHO FISCAL


Art. 28º - A IGREJA terá um Conselho Fiscal, composto de três membros e três suplentes, eleitos na penúltima Assembleia Ordinária do ano, com mandato de um ano, com capacidade técnica para o seu trabalho e podendo serem reeleitos em ano eclesiástico.


Art. 29º - Compete ao Conselho Fiscal:

 

I    - Examinar, mensalmente, os livros e documentos relacionados com a vida financeira da IGREJA e suas entidades, prestando relatório a IGREJA nas Assembleias Ordinárias e Gerais.

II   -  Fazer auditoria da escrita contábil e dos balanços patrimoniais da IGREJA e das entidades que venha a criar, encaminhando os respectivos pareceres, em tempo hábil para publicação em boletim interno, a fim de que sejam apreciados pela Assembleia Geral.

 

Art. 30º - A IGREJA e suas entidades estão obrigadas a atender as Solicitações do Conselho Fiscal, colocando à disposição todos os livros contábeis, os documentos e os balanços, em tempo hábil para os fins previstos no artigo anterior.

 

CAPÍTULO 7
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

 

Art. 31º - Os membros não respondem, nem mesmo subsidiariamente, pelas obrigações contraídas pela IGREJA.  A IGREJA não responde por quaisquer obrigações assumidas por seus membros ou diretoria, sem sua expressa autorização, nos termos deste Estatuto.

Art. 32º - Perderá todos os direitos e privilégios o membro da IGREJA que deixar de fazer parte da mesma, quer por sua iniciativa ou por decisão da própria IGREJA.

Art. 33º - O membro que for excluído do rol de membros da IGREJA não poderá recorrer ao juízo para obter a devolução de seus dízimos e ofertas, tendo em vista que foram entregues voluntariamente a IGREJA.

Art. 34º - O membro da IGREJA, que não tenha alcançado a maioridade civil, não terá direito a votar nas seguintes deliberações:

I      -        Convite especial.
II     -        Exoneração do Pastor da IGREJA.
III    -        Eleição da diretoria da IGREJA.
IV    -        Na compra ou venda de bens móveis e imóveis.
V     -        Na admissão e exclusão de membros da IGREJA.

 

Art. 35º - As regras parlamentares adotadas pela IGREJA são as mesmas adotadas pela Convenção Batista Brasileira.

Art. 36°- A IGREJA poderá ter seu próprio regimento interno, nos termos deste Estatuto.

Art. 37°- Em caso de divisão da IGREJA, por motivos doutrinários, os bens ficarão com o grupo que se mantiver como IGREJA fiel às doutrinas aceitas pela Convenção Batista Brasileira, independente de ser ele minoria. Devendo tal resolução ser devidamente registrada na matrícula do imóvel da IGREJA.

Parágrafo único: Nesses casos, o arbítrio será feito pela Convenção Batista do Estado de São Paulo ou pela Convenção Batista Brasileira, na falta daquela.

Art. 38° - Em caso de dissolução, que se dará quando não atingir os objetivos a que se propôs, esta só poderá ocorrer mediante votação uniforme dos membros da IGREJA, presentes em Assembleia Extraordinária, especialmente convocada para isto, sendo que, caso seja para unir-se a outra IGREJA de mesma fé e ordem, fiel ao que se dispõe o Capítulo I deste Estatuto, o patrimônio incorporara ao da outra IGREJA.  Em assim não se verificando, os bens liquidados da IGREJA passarão à Convenção Batista do Estado de São Paulo, ou na falta desta, à Convenção Batista Brasileira.

 

Parágrafo 1º - A votação a que refere este artigo dar-se-à em dois turnos de votação com intervalo de 30 dias entre eles.

Parágrafo 2º - A transferência de patrimônio a que o presente artigo deverá se processar antes da dissolução da IGREJA.

Art. 39º - Os artigos 1, 3, 4 e seu parágrafo único, 37 e seu parágrafo único, e 38 dos seus parágrafos 1 e 2, não poderão ser modificados e nem reformados.

Art. 40º - Compete a IGREJA interpretar e aplicar o presente Estatuto, bem como resolver os casos omissos.

Art. 41º - Este Estatuto entrará em vigor na data de sua aprovação e publicação, reformando os Estatuto registrado sob nº 15979 e nº 29 do livro A. No dia 29 de Abril de 1957. Registro esse no primeiro Cartório de Títulos e Documentos de São Caetano do Sul, respeitando as leis em vigor, que regem a sociedades e fundações.


São Caetano do Sul, Vinte e Sete de Novembro de Dois Mil e Onze.
PRIMEIRA IGREJA BATISTA UCRANIANA DE SÃO PAULO.

Responsáveis na época do presente estatuto:

Presidente: Pastor João Carlos Conovalov
1ª Secretária: Isabel Nicolau Alvez de Lima
Advogado: Dr. Sidney Jacinto dos Santos (OAB/GO – 31.041)

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DECLARAÇÃO DOUTRINÁRIA DA CONVENÇÃO BATISTA BRASIL
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INTRODUÇÃO


Os discípulos de Jesus Cristo, que vieram a ser designados pelo nome Batista, se caracterizavam pela sua fidelidade às Escrituras e por isso só recebiam em suas comunidades, como membros atuantes, pessoas convertidas pelo Espírito Santo de Deus. Somente essas pessoas eram por eles batizadas e não reconheciam como válido o batismo administrado na infância por qualquer grupo cristão, pois, para eles, crianças recém-nascidas não podiam ter consciência de pecado, regeneração, fé e salvação. Para adotarem essas posições, eles estavam bem fundamentados nos Evangelhos e nos demais livros do Novo Testamento. A mesma fundamentação tinha todas as outras doutrinas que professavam. Mas sua exigência de batismo só de convertidos é que mais chamou a atenção do povo e das autoridades, daí derivando a designação “batista” que muitos supõem ser uma forma simplificada de “anabatista”, “aquele que batiza de novo”.

A designação surgiu no século 17, mas aqueles discípulos de Jesus Cristo estavam espiritualmente ligados a todos os que, através dos séculos, procuraram permanecer fiéis aos ensinamentos das Escrituras, repudiando, mesmo colocando em risco a própria vida, os acréscimos e corrupções de origem humana.
Através dos tempos, os Batistas se têm notabilizado pela defesa destes princípios:

1º) A aceitação das Escrituras Sagradas como única regra de fé e conduta;
2º) O conceito de Igreja como sendo uma comunidade local democrática e autônoma, formada de pessoas regeneradas e biblicamente batizadas;
3º) A separação entre Igreja e Estado.
4º) A absoluta liberdade de consciência.
5º) A responsabilidade individual diante de Deus.
6º) A autenticidade e apostolicidade das Igrejas.

Os Batistas caracterizam-se também pela intensa e ativa cooperação entre suas Igrejas. Não havendo nenhum poder que possa constranger a Igreja local, a não ser a vontade de Deus, manifestada através de seu Santo Espírito, os Batistas, baseados nesse princípio da cooperação voluntária das Igrejas, realizam uma obra geral de missões, em que foram pioneiros entre os evangélicos nos tempos modernos; de evangelização, de educação teológica, religiosa e secular; de ação social e de beneficência. Para a execução desses fins, organizam Associações regionais e Convenções estaduais e nacionais, não tendo estas, no entanto, autoridade sobre as Igrejas, devendo suas resoluções ser entendidas como sugestões ou apelos.

Para os Batistas, as Escrituras Sagradas, em particular o Novo Testamento, constituem a única regra de fé e conduta, mas, de quando em quando, as circunstâncias exigem que sejam feitas declarações doutrinárias que esclareçam os espíritos, dissipem dúvidas e reafirmem posições. Cremos viver um momento assim no Brasil, quando uma declaração desse tipo deve ser formulada, com a exigência insubstituível de ser rigorosamente fundamentada na Palavra de Deus. É o que faz agora a Convenção Batista Brasileira, nos 19 artigos que seguem:

 

 

I- Escrituras Sagradas


A Bíblia é a Palavra de Deus em linguagem humana.

1 - É o registro da revelação que Deus fez de si mesmo aos homens;
2 - Sendo Deus seu verdadeiro autor, foi escrita por homens inspirados e dirigidos pelo Espírito Santo;
3 - Tem por finalidade revelar os propósitos de Deus, levar os pecadores à salvação, edificar os crentes e promover a glória de Deus;
4 - Seu conteúdo é a verdade, sem mescla de erro, e por isso é um perfeito tesouro de instrução divina;
5 - Revela o destino final do mundo e os critérios pelo qual Deus julgará todos os homens;
6 - A Bíblia é a autoridade única em matéria de religião, fiel padrão pelo qual devem ser aferidas as doutrinas e a conduta dos homens;
7 -  Ela deve ser interpretada sempre à luz da pessoa e dos ensinos de Jesus Cristo.


1. Sl 119.89; Hb 1.1; Is 40.8; Mt 24.35; Lc 24.44,45; Jo 10.35; Rm 3.2; 1Pe 1.25; 2Pe 1.21
2. Is 40.8; Mt 22.29; Hb 1.1,2; Mt 24.35; Lc 16.29; 24.44,45; Rm 16.25,26; 1Pe 1.25
3. Ex 24.4; 2Sm 23.2; At 3.21; 2Pe 1.21
4. Lc 16.29; Rm 1.16; 2Tm 3.16,17; 1Pe 2.2; Hb 4.12; Ef 6.17; Rm 15.4
5. Sl 19.7-9; 119.105; Pv 30.5; Jo 10.35; 17.17; Rm 3.4; 15.4; 2Tm 3.15-17
6. Jo 12.47,48; Rm 2.12,13
7. 2Cr 24.19; Sl 19.7-9; Is 8.20; 34.16; Mt 5.17,18;  At 17.11; Gl 6.16; Fp 3.16; 2Tm 1.13
8. Lc 24.44,45; Mt 5.22,28,32,34,39; 11.29,30; 17.5; Jo 5.39,40; Hb 1.1,2; Jo 1.1,2,14

 

 

II- Deus


O único Deus vivo e verdadeiro é Espírito pessoal, Eterno, Infinito e Imutável; é Onipotente, Onisciente, e Onipresente; é perfeito em Santidade, Justiça, Verdade e Amor.

1 -  Ele é o Criador, Sustentador, Redentor, Juiz e Senhor da história e do universo, que governa pelo Seu poder, dispondo de todas as coisas, de acordo com o Seu eterno propósito e graça;
2 -  Deus é infinito em santidade e em todas as demais perfeições;
3 - Por isso, a Ele devemos todo o amor, culto e obediência;
4 - Em sua triunidade, o eterno Deus se revela como Pai, Filho e Espírito Santo, pessoas distintas mas sem divisão em sua essência.


1. Dt 6.4; Jr 10.1; Sl 139; 1Co 8.6; 1Tm 1.17; 2.5,6; Ex 3.14; 6.2,3; Is 43.15; Mt 6.9; Jo 4.24; Ml 3.6; Tg 1.17; 1Pe 1.16,17
2. Gn 1.1; 17.1; Ex 15.11-18; Is 43.3; At 17.24-26; Ef 3.11; 1Pe 1.17
3. Ex 15.11; Is 6.1,2; 57.15; J34.10
4. Mt 22.37; Jo 4.23,24; 1Pe 1.15,16
5. Mt 28.19; Mc 1.9-11; 1Jo 5.7; Rm 15.30; 2Co 13.13; Fp 3.3

1- Deus Pai

Deus, como Criador, manifesta disposição paternal para com todos os homens.

1 - Historicamente, Ele se revelou primeiro como Pai ao povo de Israel, que escolheu consoante os propósitos de Sua graça;
2 - Ele é Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, a quem enviou a este mundo para salvar os pecadores e deles fazer filhos por adoção;
3 - Aqueles que aceitam a Jesus Cristo e nele creem são feitos filhos de Deus, nascidos pelo Seu Espírito, e, assim, passam a tê-lo como Pai celestial, dele recebendo proteção e disciplina.


1. Is 64.8; Mt 6.9; 7.11; At 17.26-29; 1Co 8.6; Hb 12.9
2. Ex 4.22,23; Dt 32.6-18; Is 1.2,3; 63.16; Jr 31.9
3. Sl 2.7; Mt 3.17; 17.5; Lc 1.35; Jo 1.12
4. Mt 23.9; Jo 1.12,13; Rm 8.14-17; Gl 3.26; 4.4-7; Hb 12.6-11

 

 

2 - Deus Filho

Jesus Cristo, um em essência com o Pai, é o eterno Filho de Deus.

1 - Nele, por Ele e para Ele foram criadas todas as coisas;
2 - Na plenitude dos tempos, Ele se fez carne, na pessoa real e histórica de Jesus Cristo, gerada pelo Espírito Santo e nascido da Virgem Maria, sendo, em Sua pessoa, verdadeiro Deus e verdadeiro homem;
3 - Jesus é a imagem expressa do seu Pai, a revelação suprema de Deus ao homem;
4 - Ele honrou e cumpriu plenamente a lei divina e revelou e obedeceu toda a vontade de Deus;
5 - Identificou-se perfeitamente com os homens, sofrendo o castigo e expiando a culpa de nossos pecados, conquanto Ele mesmo não tivesse pecado;
6 - Para salvar-nos do pecado, morreu na cruz, foi sepultado e ao terceiro dia ressurgiu dentre os mortos e, depois de aparecer muitas vezes a seus discípulos, ascendeu aos céus, onde, à destra do Pai, exerce o Seu eterno sumo sacerdócio.
7 - Jesus Cristo é o único Mediador entre Deus e os homens e o Único e Suficiente Salvador e Senhor;
8 - Pelo seu Espírito ele está presente e habita no coração de cada crente e na Igreja;
9 - Ele voltará visivelmente a este mundo em grande poder e glória, para julgar os homens e consumar sua obra redentora.


1. Sl 2.7; 110.1; Mt 1.18-23; 3.17; 8.29; 14.33; 16.16,27; 17.5; Mc 1.1; Lc 4.41; 22.70; Jo 1.1,2; 11.27; 14.7-11; 16.28
2. Jo 1.3; 1Co 8.6; Cl 1.16,17
3. Is 7.14; Lc 1.35; Jo 1.14; Gl 4.4,5
4. Jo 14.7-9; Mt 11.27; Jo 10.30,38; 12.44-50; Cl 1.15,19; 2.9; Hb 1.3
5. Is 53; Mt 5.17; Hb 5.7-10
6. Rm 8.1-3; Fp 2.1-11; Hb 4.14,15; 1Pe 2.21-25
7. At 1.6-14; Jo 19.30,35; Mt 28.1-6; Lc 24.46; Jo 20.1-20; At 2.22-24; 1Co 15.4-8
8. Jo 14.6; At 4.12; 1Tm 2.4,5; At 7.55,56; Hb 4.14-16; 10.19-23
9. Mt 28.20; Jo 14.16,17; 15.26; 16.7; 1Co 6.19
10. At 1.11; 1Co 15.24-28; 1Ts 4.14-18; Tt 2.13

 

 

3 - Deus Espírito Santo

O Espírito Santo, um em essência com o Pai e com o Filho, é pessoa divina.

1 - É o Espírito da verdade;
2 - Atuou na criação do mundo e inspirou os homens a escreverem as Sagradas Escrituras;
3 - Ele ilumina os homens e os capacita a compreenderem a verdade divina;
4 - No dia de Pentecostes, em cumprimento final da profecia e das promessas quanto à descida do Espírito Santo, Ele se manifestou de maneira singular, quando os primeiros discípulos foram batizados no Espírito, passando a fazer parte do Corpo de Cristo, que é a Igreja. Suas outras manifestações, constantes no livro Atos dos Apóstolos, confirmam a evidência de universalidade do dom do Espírito Santo a todos os que creem em Cristo;
5 - O recebimento do Espírito Santo sempre ocorre quando os pecadores se convertem a Jesus Cristo, que os integra, regenerados pelo Espírito, à Igreja;
6 - Ele dá testemunho de Jesus Cristo e o glorifica;
7 - Convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo;
8 - Opera a regeneração do pecador perdido;
9 - Sela o crente para o dia da redenção final;
10 - Habita no crente;
11 - Guia-o em toda a verdade;
12 - Capacita-o a obedecer a vontade de Deus;
13 - Distribui dons aos filhos de Deus para a edificação do Corpo de Cristo e para o ministério da Igreja no mundo;
14 - Sua plenitude e seu fruto na vida do crente constituem condições para uma vida cristã vitoriosa e testemunhante.


1. Gn 1.2; J23.13; Sl 51.11; 139.7-12; Is 61.1-3; Lc 4.18,19 ; Jo 4.24; 14.16,17; 15.26; Hb 9.14; 1Jo 5.6,7; Mt 28.19
2. Jo 16.13; 14.17; 15.26
3. Gn 1.2; 2Tm 3.16; 2Pe 1.21
4. Lc 12.12; Jo 14.16,17,26; 1Co 2.10-14; Hb 9.8
5. Jl 2.28-32; At 1.5; 2.1-4;  24.29; At 2.41; 8.14-17; 10.44-47; 19.5-7; 1Co 12.12-15
6. At 2.38,39; 1Co 12.12-15
7. Jo 14.16,17; 16.13,14
8. Jo 16.8-11
9. Jo 3.5; Rm 8.9-11
10. Ef 4.30
11. Rm 8.9-11
12. Jo 16.13
13. Ef 5.16-25
14. 1Co 12.7,11; Ef 4.11-13
15. Ef 5.18-21; Gl 5.22,23; At 1.8

 

 

III - O Homem


Por um ato especial, o homem foi criado por Deus à Sua imagem e conforme a Sua semelhança e disso decorrem o seu valor e dignidade.

1 - Seu corpo foi feito do pó da terra e para o mesmo pó há de voltar;
2 - Seu espírito procede de Deus e para ele retornará;
3 - O criador ordenou que o homem domine, desenvolva e guarde a obra criada;
4 - Criado para a glorificação de Deus;
5 - Seu propósito é amar, conhecer e estar em comunhão com seu Criador, bem como cumprir Sua divina vontade;
6 - Ser pessoal e espiritual. O homem tem capacidade de perceber, conhecer e compreender, ainda que em parte, intelectual e experimentalmente, a verdade revelada, e tomar suas decisões em matéria religiosa, sem mediação, interferência ou imposição de qualquer poder humano, seja civil ou religioso;


1. Gn 1.26-31; 18.22; 9.6; Sl 8.1-9; Mt 16.26
2. Gn 2.7; 3.19; Ec 3.20; 12.7
3. Ec 12.7; Dn 12.2,3
4. Gn 1.21; 2.1; Sl 8.3-8
5. At 17.26-29; 1Jo 1.3,6,9
6. Jr 9.23,24; Mq 6.8; Mt 6.33; Jo 14.23; Rm 8.38,39
7. Jo 1.4-13; 17.3; Ec 5.14,17; 1Tm 2.5; J19.25,26; Jr 31.3; At 5.29; Ez 18.20; Dn 12.2; Mt 25.32,46; Jo 5.29; 1Co 15; 1Ts 4.16,17; Ap 20.11-15

 

 

IV - O Pecado


No princípio, o homem vivia em estado de inocência e mantinha perfeita comunhão com Deus.

1 - Mas, cedendo à tentação de Satanás, num ato livre de desobediência contra seu Criador, o homem caiu no pecado e assim perdeu a comunhão com Deus e dele ficou separado;
2 - Em consequência da queda de nossos primeiros pais, todos somos, por natureza, pecadores e inclinados à prática do mal;
3 - Todo pecado é cometido contra Deus, Sua pessoa, Sua vontade e Sua lei;
4 - Mas o mal praticado pelo homem atinge também o seu próximo;
5 - O pecado maior consiste em não crer na pessoa de Jesus Cristo, o Filho de Deus, como salvador pessoal;
6 - Como resultado do pecado, da incredulidade e da desobediência do homem contra Deus, ele está sujeito à morte e à condenação eterna, além de se tornar inimigo do próximo e da própria criação de Deus;
7 - Separado de Deus, o homem é absolutamente incapaz de salvar-se a si mesmo e assim depende da graça de Deus para ser salvo;


1. Gn 2.15-17; 3.8-10; Ec 7.29
2. Gn 3; Rm 5.12-19; Ef 2.12; Rm 3.23
3. Gn 3.12; Rm 5.12; Sl 51.5; Is 53.6; Jr 17.5; Rm 1.18-27; 3.10-19; 7.14-25; Gl 3.22; Ef 2.1-3
4. Sl 51.4; Mt 6.14; Rm 8.7-22
5. Mt 6.14,15; 18.21-35; 1Co 8.12; Tg 5.16
6. Jo 3.36; 16.9; 1Jo 5.10-12
7. Rm 5.12-19; 6.23; Ef 2.5; Gn 3.18; Rm 8.22
8. Rm 3.20; Gl 3.10,11; Ef 2.8,9

 

 

V - Salvação


A salvação é outorgada por Deus pela Sua graça, mediante arrependimento do pecador e da sua fé em Jesus Cristo como único Salvador e Senhor.

1 - O preço da redenção eterna do crente foi pago de uma vez por Jesus Cristo, pelo derramamento do seu sangue na cruz;
2 - A salvação é individual e significa a redenção do homem na inteireza do seu ser;
3 - É um dom gratuito que Deus oferece a todos os homens e que compreende a regeneração, a justificação, a santificação e a glorificação.


1. Sl 37.39; Is 55.5; Sf 3.17; Tt 2.9-11; Ef 2.8,9; At 15.11; 4.12
2. Is 53.4-6; 1Pe 1.18-25; 1Co 6.20; Ef 1.7; Ap 5.7-10
3. Mt 16.24; Rm 10.13; 1Ts 5.23,24; Rm 5.10
4. Rm 6.23; Hb 2.1-4; Jo 3.14; 1Co 1.30; At 11.18

A regeneração é o ato inicial da salvação em que Deus faz nascer de novo o pecador perdido, fazendo dele uma nova criatura em Cristo. É obra do Espírito Santo em que o pecador recebe o perdão, a justificação, a adoção como filho de Deus, a vida eterna e o dom do Espírito Santo. Nesse ato o novo crente é batizado no Espírito Santo, é por Ele selado para o dia da redenção final e é liberto do castigo eterno dos seus pecados.

1 - Há duas condições para o pecador ser regenerado: arrependimento e fé. O arrependimento implica mudança radical do homem interior, por força do que ele se afasta do pecado e se volta para Deus. A fé é a confiança e aceitação de Jesus Cristo como Salvador e a total entrega da personalidade a ele por parte do pecador.
2- Nessa experiência de conversão o homem perdido é reconciliado com Deus, que lhe concede perdão, justiça e paz.
3- 1 Dt 30.6; Ez 36.26; Jo 3.3-5; 1Pe 1.3; 2Co 5.17; Ef 4.20-24
2 Tt 3.5; Rm 8.2; Jo 1.11-13; Ef 4.32; At 11.17
3 2Co 1.21,22; Ef 4.30; Rm 8.1; 6.22

A justificação, que ocorre simultaneamente com a regeneração, é o ato pelo qual Deus, considerando os méritos do sacrifício de Cristo, absorve, no perdão, o homem de seus pecados e o declara justo, capacitando-o para uma vida de retidão diante de Deus e de correção diante dos homens.

2 - Essa graça é concedida não por causa de quaisquer obras meritocratas praticadas pelo homem mas por meio de sua fé em Cristo.


1. Is 53.11; Rm 8.33; 3.24
2. Rm 5.1; At 3.19; Mt 9.6; 2Co 5.21; 1Co 1.30

A santificação é o processo que, principiando na regeneração, leva o homem à realização dos propósitos de Deus para sua vida e o habilita a progredir em busca da perfeição moral e espiritual de Jesus Cristo, mediante a presença e o poder do Espírito Santo que nele habita.

3 - Ela ocorre na medida da dedicação do crente e se manifesta através de um caráter marcado pela presença e pelo fruto do Espírito, bem como por uma vida de testemunho fiel e serviço consagrado a Deus e ao próximo.


1. Jo 17.17; 1Ts 4.3; 5.23; 4.7
2. Pv 4.18; Rm 12.1,2; Fp 2.12,13; 2Co 7.1; 3.18; Hb 12.14; Rm 6.19; Gl 5.22; Fp.1.9-11

A glorificação é o ponto culminante da obra da salvação.1 É o estado final, permanente, da felicidade dos que são redimidos pelo sangue de Cristo.

1. Rm 8.30; 2Pe 1.10,11; 1Jo 3.2; Fp 3.12; Hb 6.11
2. 1Co 13.12; 1Ts 2.12; Ap 21.3,4

 

 

VI - Eleição


Eleição é a escolha feita por Deus, em Cristo, desde a eternidade, de pessoas para a vida eterna, não por qualquer mérito, mas segundo a riqueza da sua graça.

1 - Antes da criação do mundo, Deus, no exercício da Sua soberania divina e à luz de Sua presciência de todas as coisas, elegeu, chamou, predestinou, justificou e glorificou aqueles que, no correr dos tempos, aceitariam livremente o dom da salvação;
2 - Ainda que baseada na soberania de Deus, essa eleição está em perfeita consonância com o livre-arbítrio de cada um e de todos os homens;
3 - A salvação do crente é eterna. Os salvos perseveram em Cristo e estão guardados pelo poder de Deus;
4 - Nenhuma força ou circunstância tem poder para separar o crente do amor de Deus em Cristo Jesus;
5 - O novo nascimento, o perdão, a justificação, a adoção como filhos de Deus, a eleição e o dom do Espírito Santo asseguram aos salvos a permanência na graça da salvação;


1. Gn 12.1-3; Ex 19.5,6; Ez 36.22,23,32; 1Pe 1.2; Rm 9.22-24; 1Ts 1.4
2. Rm 8.28-30; Ef 1.3-14; 2Ts 2.13,14
3. Dt 30.15-20; Jo 15.16; Rm 8.35-39; 1Pe 5.10
4. Jo 3.16,36; Jo 10.28,29; 1Jo 2.19
5. Mt 24.13; Rm 8.35-39
6. Jo 10.28; Rm 8.35-39; Jd 24

 

 

VII - Reino de Deus


O Reino de Deus é o domínio soberano e universal de Deus e é eterno.

1 - É também o domínio de Deus no coração dos homens que, voluntariamente, a Ele se submetem pela fé, aceitando-o como Senhor e Rei. É, assim, o reino invisível nos corações regenerados que opera no mundo e se manifesta pelo testemunho dos seus súditos;
2 - A consumação do reino ocorrerá com a volta de Jesus Cristo, em data que só Deus conhece, quando o mal será completamente vencido e surgirão o novo céu e a nova terra para a eterna habitação dos remidos com Deus;

 

1. Dn 2.37-44; Is 9.6,7
2. Mt 4.17; Lc 17.20; 4.43; Jo 18.36; 3.3-5
3. Mt 25.31-46; 1Co 15.24; Ap 11.15

 

 

VIII - Igreja


Igreja é uma congregação local de pessoas regeneradas e batizadas após profissão de fé. É nesse sentido que a palavra “igreja” é empregada no maior número de vezes nos livros do Novo Testamento.

1 - Tais congregações são constituídas por livre vontade dessas pessoas com finalidade de prestarem culto a Deus, observarem as ordenanças de Jesus, meditarem nos ensinamentos da Bíblia para a edificação mútua e para a propagação do evangelho;
2 - As Igrejas neotestamentárias são autônomas, têm governo democrático, praticam a disciplina e se regem em todas as questões espirituais e doutrinárias exclusivamente pelas palavras de Deus, sob a orientação do Espírito Santo;
3 - Há nas Igrejas, segundo as Escrituras, duas espécies de oficiais: pastores e diáconos. As Igrejas devem relacionar-se com as demais Igrejas da mesma fé e ordem e cooperar, voluntariamente, nas atividades do Reino de Deus. O relacionamento com outras entidades, quer seja de natureza eclesiástica ou outra, não deve envolver a violação da consciência ou o comprometimento da lealdade a Cristo e sua palavra. Cada Igreja é um templo do Espírito Santo;
4 - Há também no Novo Testamento um outro sentido da palavra “igreja”, em que ela aparece como a reunião universal dos remidos de todos os tempos, estabelecida por Jesus Cristo e sobre ele edificada, constituindo-se no corpo espiritual do Senhor, do qual Ele mesmo é a cabeça. Sua unidade é de natureza espiritual e se expressa pelo amor fraternal, pela harmonia e cooperação voluntária na realização dos propósitos comuns do reino de Deus;


1. Mt 18.17; At 5.11; 20.17-28; 1Co 4.17
2. At 2.41,42
3. Mt 18.15-17
4. At 20.17,28; Tt 1.5-9; 1Tm 3.1-13
5. Mt 16.18; Cl 1.18; Hb 12.22-24; Ef 1.22,23

 

 

IX - O Batismo e a Ceia do Senhor


O batismo e a ceia do Senhor são as duas ordenanças da igreja estabelecidas pelo próprio Jesus Cristo, sendo ambas de natureza simbólica.

1 - O batismo consiste na imersão do crente em água, após sua pública profissão de fé em Jesus Cristo como Salvador único, suficiente e pessoal;
2 - Simboliza a morte e sepultamento do velho homem e a ressurreição para uma nova vida em identificação com a morte, sepultamento e ressurreição do Senhor Jesus Cristo e também prenúncio da ressurreição dos remidos;
3 - O batismo, que é condição para ser membro de uma igreja, deve ser ministrado sob a invocação do nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo;

4 -  A ceia do Senhor é uma cerimônia da Igreja reunida, comemorativa e proclamadora da morte do Senhor Jesus Cristo, simbolizada por meio dos elementos utilizados: o pão e o vinho;
5 - Nesse memorial, o pão representa Seu corpo dado por nós no Calvário e o vinho simboliza o Seu sangue derramado;
6 - A ceia do Senhor deve ser celebrada pelas Igrejas até a volta de Cristo e sua celebração pressupõe o batismo bíblico e o cuidadoso exame íntimo dos participantes.


1. Mt 3.5,6,13-17; Jo 3.22,23; 4.1,2; 1Co 11.20,23-30
2. At 2.41,42; 8.12,36-39; 10.47,48
3. Rm 6.3-5; Gl 3.27; Cl 2.12
4. Mt 28.19; At 2.38,41,42; 10.48
5 e 6. Mt 26.26-29; 1Co 10.16,17-21; 11.23-29
7. Mt 26.29; 1Co 11.26-28; At 2.42; 20.4-8

 

 

X - O Dia do Senhor


O domingo, dia do Senhor, é o dia do descanso cristão satisfazendo plenamente a exigência divina e a necessidade humana de um dia em sete para o repouso do corpo e do espírito.1 Com o advento do Cristianismo, o primeiro dia da semana passou a ser o dia do Senhor, em virtude de haver Jesus ressuscitado neste dia.2 Deve ser para os cristãos um dia de real repouso em que - pela frequência aos cultos nas igrejas e pelo maior tempo dedicado à oração, à leitura bíblica e outras atividades religiosas - eles estarão se preparando para “aquele descanso que resta para o povo de Deus”.3 Nesse dia os cristãos devem abster-se de todo trabalho secular, excetuando aquele que seja imprescindível e indispensável à vida da comunidade. Devem também abster-se de recreações que desviem a atenção das atividades espirituais.


1. Gn 2.3; Ex 20.8-11; Is 58.13-14
2. Jo 20.1,19,26; At 20.7; Ap 1.10
3. Hb 4.9-11; Ap 14.12,13
4. Ex 20.8-11; Jr 17.21,22,27; Ez 22.8

 

 

XI - Ministério da Palavra


Todos os crentes foram chamados por Deus para a salvação, para o serviço cristão, para testemunhar de Jesus Cristo e promover o Seu reino, na medida dos talentos e dos dons concedidos pelo Espírito Santo.

1 - Entretanto, Deus escolhe, chama e separa certos homens, de maneira especial para o serviço distinto, definido e singular do ministério da Sua Palavra;
2 - O pregador da Palavra é um porta-voz de Deus entre os homens;
3 - Cabe-lhe missão semelhante àquela realizada pelos profetas do Velho Testamento e pelos apóstolos do Novo Testamento, tendo o próprio Jesus como exemplo e padrão supremo;
4 - A obra do porta-voz de Deus tem finalidade dupla: a de proclamar as Boas Novas aos perdidos e a de apascentar os salvos;
5 - Quando um homem convertido dá evidências de ter sido chamado e separado por Deus para esse ministério, e de possuir as qualificações estipuladas nas Escrituras para o seu exercício, cabe à Igreja local a responsabilidade de separá-lo, formal e publicamente, em reconhecimento da vocação divina já existente e verificada em sua experiência cristã;
6 - Esse ato solene de consagração é consumado quando os membros de um presbitério ou concílio de pastores, convocados pela Igreja, impõe as mãos sobre o vocacionado;
7 - O ministro da Palavra deve dedicar-se totalmente à obra para a qual foi chamado, dependendo em tudo do próprio Deus;
8 - O pregador do Evangelho deve viver do Evangelho;
9 - Às Igrejas cabe a responsabilidade de cuidar e sustentar adequada e dignamente seus pastores;


1. Mt 28.19,20; At 1.8; Rm 1.6,7; 8.28-30; Ef 4.1,4; 2Tm 1.9; Hb 9.15; 1Pe 1.15; Ap 17.14
2. Mc 3.13,14; Lc 1.2; At 6.1-4; 13.2,3; 26.16-18; Rm 1.1; 1Co 12.28; 2Co 2.17; Gl 1.15-17
3. Ex 4.11,12; Is 6.5-9; Jr 1.5-10; At 20.24-28
4. At 26.19,20; Jo 13.12-15; Ef 4.11-17
5. Mt 28.19,20; Jo 21.15-17; At 20.24-28; 1Co 1.21; Ef 4.12-16
6. At 13.1-3; 1Tm 3.1-7
7. At 13.3; 1Tm 4.14
8. At 6.1-4; 1Tm 4.11-16; 2Tm 2.3,4; 4.2,5; 1Pe 5.1-3
9. Mt 10.9,10; Lc 10.7; 1Co 9.13,14; 1Tm 5.17,18
10. 2Co 8.1-7; Gl 6.6; Fp 4.14-18

 

 

XII - Mordomia


Mordomia é a doutrina bíblica que reconhece Deus como Criador, Senhor e Dono de todas as coisas.

1 - Todas as bênçãos temporais e espirituais procedem de Deus e por isso os homens devem a Ele o que são e possuem e, também, o sustento;
2 - O crente pertence a Deus porque Deus o criou e o remiu em Jesus Cristo;
3 - Pertencendo a Deus, o crente é mordomo ou administrador da vida, das aptidões, do tempo, dos bens, da influência, das oportunidades, dos recursos naturais e de tudo o que Deus lhe confia em seu infinito amor, providência e sabedoria;
4 - Cabe ao crente o dever de viver e comunicar ao mundo o Evangelho que recebeu de Deus;
5 - As Escrituras Sagradas ensinam que o plano específico de Deus para o sustento financeiro de Sua causa consiste na entrega pelos crentes de dízimos e ofertas alçadas;
6 - Devem eles trazer à Igreja sua contribuição sistemática e proporcional com alegria e liberdade, para o sustento do ministério, das obras de evangelização, beneficência e outras;


1. Gn 1.1; 14.17-20; Sl 24.1; Ec 11.9; 1Co 10.26
2. Gn 14.20; Dt 8.18; 1Cr 29.14-16; Tg 1.17; 2Co 8.5
3. Gn 1.27; At 17.28; 1Co 6.19,20; Tg 1.21; 1Pe 1.18-21
4. Mt 25.14-30; 31.46
5. Rm 1.14; 1Co 9.16; Fp 2.16
6. Gn 14.20; Lv 27.30; Pv 3.9,10; Ml 3.8-12; Mt 23.23
7. At 11.27-30; 1Co 8.1-3; 2Co 8.1-15; Fp 4.10-18

 

 

XIII - Evangelização e Missões


A missão primordial do povo de Deus é a evangelização do mundo, visando à reconciliação do homem com Deus.

1 - É dever de todo discípulo de Jesus Cristo e de todas as Igrejas proclamar, pelo exemplo e pelas palavras, a realidade do Evangelho, procurando fazer novos discípulos de Jesus Cristo em todas as nações, cabendo às Igrejas batizá-los a observar todas as coisas que Jesus ordenou;
2 - A responsabilidade da evangelização estende-se até aos confins da terra e, por isso, as Igrejas devem promover a obra de missões, rogando sempre ao Senhor que envie obreiros para a sua seara;

 

1. Mt 28.19,20; Jo 17.20; At 1.8; 13.2,3
2. Mt 28.18-20; Lc 24.46-49; Jo 17.20
3. Mt 28.19; At 1.8; Rm 10.13-15

 

 

XIV - Educação Religiosa


O ministério docente da Igreja, sob a égide do Espírito Santo, compreende o relacionamento de Mestre e discípulo, entre Jesus Cristo e o crente.

1 - A palavra de Deus é o conteúdo essencial e fundamental nesse processo e no programa de aprendizagem cristã;
2 - O programa de educação religiosa nas Igrejas é necessário para a instrução e desenvolvimento de seus membros, a fim de “crescerem em tudo naquele que é a cabeça, Cristo”. Às igrejas cabe cuidar do doutrinamento adequado dos crentes, visando à sua formação e desenvolvimento espiritual, moral e eclesiástico, bem como motivação e capacitação sua para o serviço cristão e o desempenho de suas tarefas no cumprimento da missão da Igreja no mundo;


1. Mt 11.29,30; Jo 13.14-17
2. Jo 14.26; 1Co 3.1,2; 2Tm 2.15
3. Sl 119; 2Tm 3.16,17; Cl 1.28; Mt 28.19,20

 

 

XV - Liberdade Religiosa


Deus, e somente Deus, é o Senhor da consciência.

1 - A liberdade religiosa é um dos direitos fundamentais do homem, inerente à sua natureza moral e espiritual;
2 - Por força dessa natureza, a liberdade religiosa não deve sofrer ingerência de qualquer poder humano;
3 - Cada pessoa tem o direito de cultuar a Deus, segundo os ditames de sua consciência, livre de coações de qualquer espécie;
4 - A Igreja e o Estado devem estar separados por serem diferentes em sua natureza, objetivos e funções;
5 - É dever do Estado garantir o pleno gozo e exercício da liberdade religiosa, sem favorecimento a qualquer grupo ou credo;
6 - O Estado deve ser leigo e a Igreja livre. Reconhecendo que o governo do Estado é de ordenação divina para o bem-estar dos cidadãos e a ordem justa da sociedade, é dever dos crentes orar pelas autoridades, bem como respeitar e obedecer às leis e honrar os poderes constituídos, exceto naquilo que se oponha à vontade e à lei de Deus;


1. Gn 1.27; 2.7; Sl 9.7-8; Mt 10.28; 23.10; Rm 14.4-9,13; Tg 4.12
2. Js 24.15; 1Pe 2.15,16; Lc 20.25
3. Dn 3.15-18; Lc 20.25; At 4.9-20; 5.29
4. Dn 3.16-18; 6; At 19.35-41
5. Mt 22.21; Rm 13.1-7
6. At 19.34-41
7. Dn 3.16-18; 6.7-10; Mt 17.27; At 4.18-20; 5.29; Rm 13.1-7; 1Tm 2.1-3

 

 

XVI - Ordem Social


Como o sal da terra e a luz do mundo, o cristão tem o dever de participar em todo esforço que tende ao bem comum da sociedade em que vive.

1 - Entretanto, o maior benefício que pode prestar é anunciar a mensagem do Evangelho; o bem-estar social e o estabelecimento da justiça entre os homens dependem basicamente da regeneração de cada pessoa e da prática dos princípios do Evangelho na vida individual e coletiva;
2 - Todavia, como cristãos, devemos estender a mão de ajuda aos órfãos, às viúvas, aos anciãos, aos enfermos e a outros necessitados, bem como a todos aqueles que forem vítimas de quaisquer injustiças e opressões;
3 - Isso faremos no espírito de amor, jamais apelando para quaisquer meios de violência ou discordantes das normas de vida expostas no Novo Testamento;


1. Mt 5.13-16; Jo 12.35-36; Fp 2.15
2. Mt 6.33; Mc 6.37; Lc 10.29-37
3. Ex 22.21,22; Sl 82.3,4; Ec 11.1,2
4. Is 1.16-20; Mq 6.8; Mt 5.9

 

 

XVII - Família


A família, criada por Deus para o bem do homem, é a primeira instituição da sociedade. Sua base é o casamento monogâmico e duradouro, por toda a vida, só podendo ser desfeito pela morte ou pela infidelidade conjugal.

1 - O propósito imediato da família é glorificar a Deus e prover a satisfação das necessidades humanas de comunhão, educação, companheirismo, segurança, preservação da espécie e bem assim o perfeito ajustamento da pessoa humana em todas as suas dimensões;
2 - Caída em virtude do pecado, Deus provê para ela, mediante a fé em Cristo, a bênção da salvação temporal e eterna, e quando salva poderá cumprir seus fins temporais e promover a glória de Deus;


1. Gn 1.7; Js 24.15; 1Rs 2.1-3; Ml 2.10
2. Gn 1.28; Sl 127.1-5; Ec 4.9-13
3. At 16.31,34

 

 

XVIII - Morte


Todos os homens são marcados pela finitude, de vez que, em consequência do pecado, a morte se estende a todos.

1 - A Palavra de Deus assegura a continuidade da consciência e da identidade pessoais após a morte, bem como a necessidade de todos os homens aceitarem a graça de Deus em Cristo enquanto estão neste mundo;
2 - Com a morte está definido o destino eterno de cada homem;
3 - Pela fé nos méritos do sacrifício substitutivo de Cristo na cruz, a morte do crente deixa de ser tragédia, pois ela o transporta para um estado de completa e constante felicidade na presença de Deus. A esse estado de felicidade as Escrituras chamam “dormir no Senhor”.
4 - Os incrédulos e impenitentes entram, a partir da morte, em um estado de separação definitiva de Deus.
5 - Na Palavra de Deus encontramos claramente expressa a proibição divina da busca de contato com os mortos, bem como a negação da eficácia de atos religiosos com relação aos que já morreram;


1. Rm 5.12; 1Co 15.21-26; Hb 9.27; Tg 4.14
2. Lc 16.19-31; Hb 9.27
3. Lc 16.19-31; 23.39-46; Hb 9.27
4. Rm 5.6-11; 14.7-9; 1Co 15.18-20; 2Co 5.14,15; Fp 1.21-23; 1Ts 4.13-17; 2Tm 2.11
5. Lc 16.19-31; Jo 5.28,29
6. Ex 22.18; Lv 19.31; 20.6,27; Dt 18.10; 1Cr 10.13; Is 8.19; Jo 3.18

 

 

XIX - Justos e Ímpios


Deus, no exercício de sua sabedoria, está conduzindo o mundo e a história a seu termo final.

1 - Em cumprimento à sua promessa, Jesus Cristo voltará a este mundo, pessoal e visivelmente, em grande poder e glória;
2 - Os mortos em Cristo serão ressuscitados, arrebatados e se unirão ao Senhor;
3 - Os mortos sem Cristo também serão ressuscitados;
4 - Conquanto os crentes já estejam justificados pela fé, todos os homens comparecerão perante o tribunal de Jesus Cristo para serem julgados, cada um segundo suas obras, pois através destas é que se manifestam os frutos da fé ou os da incredulidade;
5 - Os ímpios condenados e destinados ao inferno lá sofrerão o castigo eterno, separados de Deus;
6 - Os justos, com os corpos glorificados, receberão seus galardões e habitarão para sempre no céu como o Senhor.


1. Mt 13.39,40; 28.20; At 3.21; 1Co 15.24-28; Ef 1.10
2. Mt 16.27; Mc 8.38; Lc 17.24; 21.27; At 1.11; 1Ts 4.16; 1Tm 6.14,15; 2Tm 4.1,8
3. Dn 12.2,3; Jo 5.28,29; Rm 8.23; 1Co 15.12-58; Fp 3.20; Cl 3.4
4. Dn 12.2; Jo 5.28,29; At 24.15; 1Co 15.12-24
5. Mt 13.49,50; At 10.42; 1Co 4.5; 2Co 5.10; 2Tm 4.1; Hb 9.27; 2Pe 2.9
6. Dn 12.2,3; Mt 16.27; Mc 9.43-48; Lc 16.26-31; Jo 5.28,29; Rm 6.22,23
7. Dn 12.2,3; Mt 16.27; 25.31-40; Lc 14.14; 16.22,23; Jo 5.28,29; 14.1-3; Rm 6.22,23; 1Co 15.42-44; Ap 22.11,12

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